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                                          RESURREXIT SICUT DIXIT De certa forma, Cristo  tinha  de ressuscitar dos mortos. Ele havia feito da ressurreição a prova da divindade da Sua missão; era o sinal supremo concedido aos corações duros da Sua própria geração. Sem a ressurreição, a sua doutrina e a sua vida teriam parecido aos homens apenas mais um episódio na longa história dos pseudo-profetas, que se prolonga até aos nossos dias, que prometem voltar pouco depois da morte e cujos discípulos se têm posto a andar enquanto esperam, sentindo-se cada vez mais tolos, cada vez mais zangados por terem sido enganados, até que, finalmente, se afastam, para sempre, do mestre que não cumpriu o seu compromisso. A Mãe de Cristo, no seu cântico triunfal, tinha dito de Deus que Ele exaltava os humildes e derrubava os poderosos. Seu Filho insistira: “Os primeiros serão os últimos e os ú...
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  Maria, pelo braço de João, desceu da colina e do Santo Sepulcro para uma cidade vazia de Cristo; mas levavam consigo o segredo que mudaria para sempre a visão dos homens sobre o sofrimento e a morte. Para Maria e João, o mistério da morte e do sofrimento tinha sido esclarecido pela fé: a morte, como fim absoluto, havia sido eliminada pelo conhecimento de que ela era afinal o início de uma nova vida; a sua corrupção foi mais do que compensada pela, anunciada glorificação do corpo - como objetivo final da morte; a inevitabilidade da morte passara a ser mais do que compensada pela certeza da imortalidade.   Eles haviam aprendido com o Cristo morto que o sofrimento deve ser abraçado com alegria; mas que deve ser misericordiosa e constantemente aliviado nos outros. Sabiam agora que o sofrimento é o destino do Homem, para que a sua alegria possa vir a ser plena; que o caminho da cruz, apesar de todas as suas tristezas, é uma estrada alegre que conduz a uma alegria mais plena e per...
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  Cristo, como modelo divino da vida humana, deu-nos um mapa para orientar as nossas vidas. É um mapa perfeito, porque é divino; como perfeito, não pode ser óbvio ou fácil, e certamente não pode ser completamente absorvido num só olhar. Pelo contrário, quanto mais profundamente for estudado, mais será apreciado. Podemos examiná-lo como quisermos: podemos pegar num ponto e estudá-lo atentamente, pesando cada linha ao pormenor; ou podemos afastar-nos um pouco para ver o mapa como um todo, com uma visão comparável a uma fotografia aérea. Olhando desta última forma, distinguem-se facilmente três tipos de paisagens bastante diferentes que ladeiam o caminho que um homem tem de percorrer até à sua morada eterna. Em primeiro lugar, há o espaço entre o nascimento e a adolescência, um tempo calmo, despreocupado e feliz; este tempo Cristo passou-o principalmente em Nazaré. Segue-se normalmente o período, longo ou curto, que é ocupado com o trabalho prosaico da vida, um tempo em que um h...
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  O primeiro efeito da luxúria é, segundo S. Tomás, a Cegueira Mental. Segundo ele,   capacidade do intelecto apreender um fim como bom, é diminuída pela luxúria. O intelecto tem como fim natural a apreensão da Verdade. A Verdade é um transcendental, tal como o Bem. Quer isto dizer que, segundo a Doutrina dos Transcendentais defendida pelo Doutor Angélico, a Verdade e o Bem são a mesma coisa vista de pontos de vista diferentes. Sendo assim o nosso, intelecto tem por seu fim natural apreensão tanto da Verdade como do Bem. É um facto facilmente observável, mesmo não se sendo um Filósofo Aritotélico-Tomista (A-T), que se obtivermos prazer com uma determinada actividade, temos tendência para considerá-la boa mesmo que na realidade não o seja; e que quando, por qualquer motivo, gostamos de uma determinada ideia sentimo-nos inclinados a considera-la verdadeira e razoável mesmo quando na realidade não o é: Assim, um alcoólico ou um cocainómano obtêm um prazer tão intenso do seu...
  𝗣𝗢𝗟𝗜́𝗧𝗜𝗖𝗔 𝗡𝗔𝗖𝗜𝗢𝗡𝗔𝗟® 🍿🇵🇹 | Pois pois …. #política_nacional | Instagram "Inteligência, no sentido em que aqui emprego a palavra, no sentido que tem etimologicamente e no sentido em que se usava no tempo em que as palavras tinham sentido, não quer dizer a habilidade de resolver problemas, a habilidade matemática, a imaginação visual, a aptidão musical, a memória ou qualquer outro tipo de habilidade em especial. Inteligência é a capacidade de apreender a verdade.   A inteligência não consiste em pensar. O pensar e o inteligir são actividades completamente distintas. A prova disto é que muitas vezes pensamos, pensamos e não inteligimos nada, e outras vezes inteligimos sem termos pensado, numa súbita fulguração intuitiva. Aliás, se é através do raciocínio que às vezes inteligimos, também é através dele que nos enganamos.   Se definimos a inteligência como a capacidade humana de captar o que é verdade, então, o essencial do ser humano...
  Nos nossos dias, a escravidão continua a ser tão defendida como outrora, embora por motivos diferentes. A alegação moderna é a de que um homem não pode ser senhor de si próprio porque não tem nada nele para subjugar. O traficante de escravos moderno insiste que o homem é apenas unidimensional, que é apenas um animal; o único caminho aberto para ele é desenvolver o mais completamente possível essa animalidade Na realidade, se isso fosse verdade, o homem só poderia ser tão mestre como um gato ou uma minhoca. Mas, o ponto importante é que nada disso é verdade. O homem é por sua própria natureza livre, pode lutar e vencer. O homem tem uma alma assim como um corpo e portanto existe algo para lutar e subjugar. No entanto, tudo o que o católico tem feito é se apegar às verdades essenciais, até mesmo óbvias. Ele tem constantemente afirmado que o homem é homem, tem um intelecto, uma vontade, uma alma espiritual, e que somente o homem possui esses dons inestimáveis. Aos olhos do cató...
  É um postulado geralmente aceite que a verdade se consegue manter por si própria - não precisa de ser agressivamente protegida contra qualquer ataque. Qualquer narrativa que exija uma censura militante e armadilhas linguísticas complexas para se entrincheirar dentro de uma bolha protectora, não está provavelmente relacionada com a verdade, mas com o seu oposto.   As estruturas políticas ocidentais dominam na perfeição a técnica de armadilhar a linguagem, as ideias e as definições, mantendo-as deliberadamente vagas e ambíguas. Por exemplo, o conceito de "Democracia": sempre referido da forma mais ambígua e obscura possível, nunca explicitamente definido e, portanto, permitindo qualquer significado segundo as conveniências. "Democracia" é tudo o que a ordem ocidental considere "bom", ou melhor, útil; e qualquer país que não cumpra os diktats ocidentais - como a imposição de esquemas de engenharia social (ideologia LGBT, agenda climática, etc.) ou saque d...