"Há algo que une a magia e a ciência aplicada, ao mesmo tempo que as separa da sabedoria das eras anteriores. Para os sábios de outrora, o problema fundamental era como conformar a alma à realidade, e a solução era o conhecimento, a auto-disciplina e a virtude. Tanto para a magia como para a ciência aplicada, o problema é como subjugar a realidade aos desejos dos homens: a solução é uma técnica; e ambas, na prática desta técnica, estão prontas a fazer coisas até então consideradas repugnantes e impiedosas - como desenterrar e mutilar os mortos."
Acontece, no entanto, que sendo a moral o garante da racionalidade das acções humanas, ela é também, por esse facto, aquilo que determina se os actos humanos são livres, ou não. Esta é outra razão porque os poderosos deste mundo estão tão determinados em destruir a moral natural. A moral é a única protecção que o homem tem contra a regra da Libido Dominandi (“desejo de dominação”) que, segundo Santo Agostinho, é o impulso condutor do homem caído e da respectiva sociedade - a Cidade do Homem - e o sistema operativo de todos os impérios mundiais. Quando nada é objectivamente certo ou errado, acaba sempre por ser o mais forte a decidir o que é certo e errado, a determinar o que é o bem e o mal. Os impérios modernos diferem de seus predecessores apenas na sofisticação da sua forma de controlo: em vez de usarem a coerção, funcionam através duma suposta “libertação”; "libertação" que significa invariavelmente libertação da lei moral natural; "libertação d...

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