Big Brother, meu amor É característico do homem moderno ser incapaz de ligar de forma coerentes os seus pensamentos, de seguir uma linha de raciocínio lógica ou detectar incoerências entre as várias ideias que defende. Esta incapacidade não é uma questão de falta de inteligência; é, antes, uma incapacidade existencial, espiritual e metafísica originada, em última análise, numa mundivisão profundamente falsa e incoerente que lhe foi inculcada. Na verdade, se os nossos pensamentos dominantes se fundamentam em falsas assumpções metafísicas – que este mundo não tem qualquer significado ou propósito; que o Homem não passa de um robot de carne destinado há extinção eterna após a morte física; que o pensamento o humano não é mais que um epifenómeno neuro químico cerebral e que, portanto, todos os conceitos que dele resultam (razão e incoerência, bem e mal, belo e feio, justo e injusto...
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INTELIGÊNCIA e VERDADE; FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE Se definimos a inteligência como a capacidade humana de captar o que é verdade, também entenderemos que o essencial do ser humano, aquilo que o diferencia dos animais, não é o pensamento, não é a razão, nem uma imaginação ou memória excepcionalmente desenvolvidas, embora tudo isto exista efectivamente no ser humano. Pois pensar, um macaco também pensa: ele completa um silogismo e até encadeia silogismos num raciocínio relativamente perfeito. Imaginação, até um gato possui: os gatos sonham. Por este caminho não encontraremos a diferença específicamente humana, aquilo que nos torna homens em vez de bichos. E, se é importante arraigar o homem no reino animal, para não fazer dele um ser angélico sem pés no solo, também é importante saber distingui-lo de uma tartaruga ou de um molusco por alguma diferença que não seja meramente quantitativa e acidental. O que nos torna humanos é o...
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Hoje, não sei se em sonhos se em realidade, apareceu-me Fernando Pessoa que me deixou uma mensagem profética de apoio ao Presidente-Rei, André Ventura: André, a tua realeza, Por, de teus Avós, não ser herdada Com mística inteireza, Por Deus, te foi outorgada Vem e compõe o caos da grei, Ó antemanhã da Redenção, Em ti, re-encarnou el-rei Dom Sebastião ...
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A Gnose apresenta várias formas. Na sua vertente mais intelectual, procura penetrar especulativamente o mistério da criação e da existência. Já a gnose volitiva, voltada para a acção e para o primado da praxis , pretende redimir a condição humana através duma alteração radical do homem e da sociedade que conduza ao advento de um paraíso terrestre. A especulação gnóstica, ínsita nas ideologias materialistas modernas, pretende ter vencido as incertezas da fé e da transcendência, transforma a actividade civilizadora num trabalho místico de auto-salvação, ao desviar a força espiritual da alma - que no cristianismo se devotava à santificação da vida - para a criação de um almejado paraíso terrestre. A "verdade" do gnosticismo fica, pois, viciada ab initio por esta imanentização falaciosa da escatologia cristã, ou seja, pela substituição do objectivo cristão da salvação eterna da alma pessoal pela pretensão de “salvação” terrestre da humanidade como um todo. Com base...
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Se alguma vez houve um annus mirabilis na história da humanidade, esse annus mirabilis teria de ser o de 1979. A cadeia de acontecimentos que mudou a história do mundo começou a 16 de Janeiro de 1979, quando Sua Majestade Imperial o Xá Mohammed Reza Pahlevi, o Rei dos Reis e Chefe dos Guerreiros, desceu do Trono do Pavão, embarcou num avião e partiu para o exílio. Duas semanas mais tarde Ruhollah Khomeini, um académico religioso de 77 anos, voou do exílio em Paris para Teerão, onde foi recebido por milhões de seguidores e se tornou o líder da primeira revolução islâmica moderna. O Ayatollah Khomeini chegou ao poder, não montado num burro, mas quase com a mesma modéstia, no lugar do passageiro de uma carrinha Chevy rodeado por muitos milhões de apoiantes, alguns dos quais estavam sentados no tejadilho da cabina da sua carrinha. Como Santo Agostinho, disse, cada época é confrontada com duas opções: a Cidade de Deus ou a Cidade do Homem, o trigo ou o joio, o Logos ou Ant...
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PERESTRELLO, SALAZAR E O PADRE Em tempos idos, o pai de António Oliveira Salazar era feitor numa grande propriedade do velhote Perestrello, situada lá para os lados de Santa Comba Dão. Perestrello teve dois filhos, um rapaz e uma rapariga. A menina ainda foi namorada de Salazar: Parece que o jovem Salazar (que pelos vistos era um mulherengo e não um misógino, como dizem) gostava da jovem Perestrello e ela retribuía esse amor com paixão. Até que a mãe se apercebeu e terminou com o namoro, não sem antes dizer de viva voz ao jovem prof. Universitário que tinha muita consideração pela inteligência dele, mas, sinceramente, namorar com a filha dela, uma Perestrello, era demais. Ele não se podia esquecer, que era e seria sempre o filho do caseiro. Terminou assim o namoro. Anos passados, já ele era 1º ministro, a senhora Perestrello telefonou-lhe para lhe ped...