Está na altura de admitir: A Igreja Católica sempre esteve certa no que diz respeito à contracepção Dizer que a Igreja Católica está "desfasada da realidade" é, um lugar-comum, tornado ainda mais comum pela sua posição contra a contracepção. Muitas pessoas perguntam-se porque é que a Igreja Católica, pura e simplesmente, não abandona esta sua posição, notando que até a maioria dos católicos a ignora e que a maioria do resto do mundo a considera fracturante e "desactualizada". Que raio, dizem eles, estamos no século XXI! Não vêem como isso é estúpido, gritam eles. Mas, vejamos: a Igreja Católica é a maior e a mais antiga organização do mundo. Ela, enterrou todos os grandes impérios, desde os romanos aos soviéticos e certamente irá sobreviver ao mundo “unipolar” da democracia liberal. Está estabelecida literalmente em todo o mundo, tocando todas as áreas da actividade humana e deu-nos alguns dos maiores pensadores do mundo. Quando faz alguma coisa, normalm...
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“No que diz respeito às criaturas racionais, a economia da Divina Providência não é menos absoluta, mas é administrada de uma forma diferente: o homem alcança o seu fim seguindo a razão; Deus faz a sua parte, aplicando a justiça e a misericórdia. A justiça de Deus significa que nos será dado o que necessitamos para atingir o nosso fim; a misericórdia de Deus significa que nos será dada uma segunda oportunidade se falharmos. A Divina Providência é um corolário lógico da finalidade , porque, como diz São Tomás, “todas as coisas que existem de são necessariamente dirigidas por Deus para algum fim”. Isso mesmo é exigido pelo princípio da finalidade, que afirma que todo agente age para algum fim e o agente supremo para o fim supremo conhecido por Ele, ao qual Ele subordina todo o resto. No universo unitarista inventado por Newton, Deus foi separado da sua Criação porque não houve Encarnação (Newton, não acreditava na Santíssima Trindade e defendia a existência de um Deus unitário,...
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O Pater Noster segundo Santa Teresa de Ávila Em São Lucas, e de forma mais desenvolvida em São Mateus, no Sermão da Montanha (Mt 6, 5-15), Jesus indica as disposições com que devemos orar e, de seguida, o que devemos pedir. As disposições necessárias para a oração encontram-se expressas neste versículo: Quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê em segredo, te dará a recompensa (Mt 6,6) É belo ver como o Senhor ensina a orar, revelando-nos que, para orar bem, devemos separar-nos de todas as criaturas, escondermo-nos, para falar na intimidade com o Pai celeste; é em segredo que nos devemos colocar em contacto com o Senhor. Entre nós e as criaturas deve ser colocada uma barreira… A alma fala em segredo e o Pai responde em segredo. Santa Teresa diz que o senhor fala ao coração, precisamente quando é o coração que reza, querendo significar que é preciso orar em...
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"Em busca do meu amor [Cristo] Atravessarei montes e ribeiras Não colherei mais flores Nem temerei mais as feras E transporei fortes e fronteiras." São João da Cruz , Canção III do Cântico Espiritual "É este o cântico da alma decidida a lançar-se, com todas as suas forças e energias, à conquista da união com Deus; a sua determinação é firme e clara: "Não colherei mais flores": não me voltarei a deixar tentar pelas criaturas. Nesta voz ressoa algo de absoluto e heróico. Mas a decisão foi inspirada no amor que - "é forte como a morte". Um caminho despojado de consolações, cheio de obstáculos e rico em sofrimentos, revela-se à alma, mas esta não o teme: o ardor impele-a, a esperança sustém-na; quer ir ao fundo, até à união com Deus." Gabriel de Santa Maria Madalena, "A União com Deus Segundo São João da Cruz"
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Que mesquinhos são tantas vezes os conceitos que temos das nossas relações com Deus! O Senhor, é ele, e não nós. Foi Ele que nos criou e nos ordenou para a glória, a qual poderemos alcançar realizando em tudo a sua vontade. Esta é a realidade, que tantas vezes esquecemos arrastados pelo impulso dos nossos desejos. Em São joão da Cruz encontramos, pelo contrário, um sentido profundíssimo da sobre-eminência divina. Deus é, e nós, por nós mesmos, não somos nada; existimos unicamente para Deus! Deus é que é o centro do universo, e não nós! A nossa perfeição e santidade consiste em estarmos unidos a Ele, e não em tornarmo-nos homens “bonzinhos” que “desenvolveram o melhor e o mais harmonicamente possível as suas virtudes humanas”, como nos queria fazer crer uma moderna “fórmula de santidade”. É a graça divina que nos torna santos: ela une-nos a Deus e tende, com o seu desenvolvimento, a fazer que vivamos em Deus, e Deus em nós. Dela resultará, também, necessariamente, a harmonia d...
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"Qualquer pessoa que tenha tido a infelicidade de conversar com alguém que se encontra à beira da loucura, ou já bem dominado por ela, sabe perfeitamente que a qualidade mais sinistra das pessoas que se encontram nesse estado é uma terrível precisão de pormenor, o estabelecimento de ligações entre as coisas, num mapa mais complexo que um labirinto. Se o leitor discutir com um louco, é muito provável que seja vencido por ele; é que a mente do louco progride muito mais depressa do que a mente do leitor, pelo simples motivo de que não se deixa deter por todos os constrangimentos que acompanham a racionalidade. Ele não se deixa embaraçar pelo sentido de humor, nem pela amabilidade, nem pelas certezas da experiência; e mostra-se tanto mais lógico, quanto mais perdeu determinadas emoções que o homem são possui. Na verdade, a expressão por que normalmente se designa a loucura é, neste aspecto, enganadora. É que o louco é a pessoa que perdeu tudo menos a razão. A explicação que um lou...
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Os estudantes, ou melhor, as vítimas involuntárias da educação moderna, são hoje transformados em intelectuais em vez de em pessoas inteligentes. Tornam-se pessoas que se orgulham do seu saber, em vez de se sentirem humildes perante ele. A expressão «burros sábios», foi cunhada para os descrever. Possuem algum conhecimento, mas não o suficiente para perceberem o quão pouco sabem. Possuem conhecimentos suficientes para lhes permitir olharem com desdém para pessoas com menos escolaridade do que eles, embora melhores em todos os outros aspectos, mais honestos, trabalhadores e decentes; mas, não possuem conhecimentos suficientes para se tornarem sábios. A tristeza, a bondade e a sobriedade que a sabedoria traz, e acima de tudo a profunda humildade que a sabedoria traz, estão notoriamente ausentes dos burros sábios. Os burros sábios, julgam que sabem tudo por ciência ...