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  Que mesquinhos são tantas vezes os conceitos que temos das nossas relações com Deus! O Senhor, é ele, e não nós. Foi Ele que nos criou e nos ordenou para a glória, a qual poderemos alcançar realizando em tudo a sua vontade. Esta é a realidade, que tantas vezes esquecemos arrastados pelo impulso dos nossos desejos. Em São joão da Cruz encontramos, pelo contrário, um sentido profundíssimo da sobre-eminência divina. Deus é, e nós, por nós mesmos, não somos nada; existimos unicamente para Deus! Deus é que é o centro do universo, e não nós! A nossa perfeição e santidade consiste em estarmos unidos a Ele, e não em tornarmo-nos homens “bonzinhos” que “desenvolveram o melhor e o mais harmonicamente possível as suas virtudes humanas”, como nos queria fazer crer uma moderna “fórmula de santidade”. É a graça divina que nos torna santos: ela une-nos a Deus e tende, com o seu desenvolvimento, a fazer que vivamos em Deus, e Deus em nós. Dela resultará, também, necessariamente, a harmonia d...
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  "Qualquer pessoa que tenha tido a infelicidade de conversar com alguém que se encontra à beira da loucura, ou já bem dominado por ela, sabe perfeitamente que a qualidade mais sinistra das pessoas que se encontram nesse estado é uma terrível precisão de pormenor, o estabelecimento de ligações entre as coisas, num mapa mais complexo que um labirinto. Se o leitor discutir com um louco, é muito provável que seja vencido por ele; é que a mente do louco progride muito mais depressa do que a mente do leitor, pelo simples motivo de que não se deixa deter por todos os constrangimentos que acompanham a racionalidade. Ele não se deixa embaraçar pelo sentido de humor, nem pela amabilidade, nem pelas certezas da experiência; e mostra-se tanto mais lógico, quanto mais perdeu determinadas emoções que o homem são possui. Na verdade, a expressão por que normalmente se designa a loucura é, neste aspecto, enganadora. É que o louco é a pessoa que perdeu tudo menos a razão. A explicação que um lou...
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                                    Os estudantes, ou melhor, as vítimas involuntárias da educação moderna, são hoje transformados em intelectuais em vez de em pessoas inteligentes. Tornam-se pessoas que se orgulham do seu saber, em vez de se sentirem humildes perante ele. A expressão «burros sábios», foi cunhada para os descrever. Possuem algum conhecimento, mas não o suficiente para perceberem o quão pouco sabem. Possuem conhecimentos suficientes para lhes permitir olharem com desdém para pessoas com menos escolaridade do que eles, embora melhores em todos os outros aspectos, mais honestos, trabalhadores e decentes; mas, não possuem conhecimentos suficientes para se tornarem sábios. A tristeza, a bondade e a sobriedade que a sabedoria traz, e acima de tudo a profunda humildade que a sabedoria traz, estão notoriamente ausentes dos burros sábios. Os burros sábios, julgam que sabem tudo por ciência ...
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                      Ús escamarada Machel quantos esneurónio estem nús escabeço ? «- João, disseram-me que tu afirmaste que os homens em média são mais altos que as mulheres.   - Sim, efectivamente...              - Tu tens, o quê, 1,90 m? - Sim. - Bem, eu conheço uma mulher que é tão alta como tu. E ela consegue alcançar coisas em lugares altos com a mesma facilidade que tu! - Estás a querer dizer que, para ti, os homens e as mulheres têm a mesma altura, no sentido estatístico a que eu me referia? - Não. Estou a dizer que, ao assinalares diferenças entre os sexos, estás a dar a entender que as mulheres são piores do que os homens, e isso errado. - Não acho que ser mais alto seja melhor ou moralmente superior a ser mais baixo? - Eu estou a dizer que as mulheres podem ser tão boas quanto os homens. E, tu estás a insinuar que não podem. - Não foi ...
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               Gnostic Fools Make Our World                                               Eric Voegelin, foi um dos poucos pensadores do século XX que, escapando à decadência moderna, reatou a linha do pensamento clássico/cristão iniciada por Sócrates, Platão e Aristóteles e continuada pelos Doutores da Igreja, nomeadamente Santo Agostinho e São Tomás. Defendia ele serem, as três ideologias da modernidade - liberalismo, comunismo e fascismo -, formas duma heresia cristã, o gnosticismo e que, por serem contrárias à estrutura da realidade e vizarem impor a ilusão gnóstica em que vivem, são interinsecamente totalitárias. Perto do fim da vida escreveu «O que nenhum fundador de religião, nenhum filósofo, nenhum conquistador de império, do passado conseguiu — criar uma comunidade humana  global  unida por um  interesse comum ...
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                                   A dialética da Imbecilidade     O principal problema filosófico e político da nossa época é aquilo a que poderemos chamar de “dialéctica da imbecilidade”. O pensamento totalitário é sempre imbecil. E, quanto mais o analisarmos, mais impressionados ficaremos, não apenas com a dialética que lhe é intrínseca, mas com as associações e circunstâncias que fizeram, nos nossos dias, aparecer esse tipo de imbecilidade, que se tornou não apenas normal, mas até imprescindível para se obter sucesso dentro do sistema. Os intelectuais, é sabido, têm uma propensão particular para as ideias idiotas, ou porque lhes são convenientes, ou em razão da sua proverbial vaidade. Começam por se convencer de que, devido à sua inteligência superior, estão melhor posicionados para identificar os erros alheios e ensinar aos outros como se devem comportar para que seja possív...