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  Das   palavras e do exemplo de Jesus Cristo não surge nenhum optimismo histórico, bem pelo contrário: “ Quando vier o Filho do Homem, ainda haverá Fé sobre a Terra?” (Lc 18, 8); “Será tão terrível a tribulação , como não houve nenhuma semelhante desde o princípio do mundo nem haverá jamais. E se esses dias não fossem encurtados   em atenção aos eleitos, ninguém se salvaria” (Mat24, 21).   Porque haveria a Igreja de esperar, no tempo histórico, algo melhor do que teve Cristo, que acabou os seus dias cruxificado?! Porém mesmo que esteja à espera de ser cruxificada pelo Anticristo, não o espera com pessimismo, porque esse será o momento de devolver ao seu Redentor o sinal mais puro doa amor, que é dar a vida pelo seu amigo. Ela sabe que neste aparente fracasso da carne há um verdadeiro triunfo do espírito e que enquanto conserve a disposição para o martírio, as portas do inferno (isto é, as potências correptoras do maligno) nunca triunfarão: “ No mundo tereis grande...
  Os passarinhos têm a lei natural gravada no seu coração e se os deixarmos em liberdade eles construirão ninhos para os seus filhos, como é próprio da sua natureza. Ora o Concílio Vaticano II entendeu que a lei natural também está impressa de forma semelhante no coração do homem e como, devido ao seu optimismo humanista, o Concílio esqueceu que o coração do homem está ferido pelo pecado original, pensou que basta deixá-lo em liberdade para que ele desate a construir em paz a sua casita e a fazer o bem. O único problema com esta crença é que é completamente errada. O homem é o único animal social que não nasce com instintos e que deve ser educado. Deve, justamente, receber a sua formação moral através dos ensinamentos da sabedoria, em conformidade com a prudência e demais virtudes. E a sabedoria não é um património pessoal de cada um, mas o bem mais universal e imutável dos bens criados. Não convém, pois, falar, como faz o concílio, em “formação da consciência”, como se cada ...
  Dissemos que o Concílio Vaticano II substituiu o Cristianismo (a Religião de Cristo) pelo humanismo (a religião do homem). O humanismo nasce no Renascimento e consiste na defesa de valores meramente humanos, os quais haviam sido, em certa medida, sacrificados pela alta espiritualidade do século XIII, idade de ouro da Cristandade. Com efeito a altíssima perfeição cristã (a Santidade), tem uma conotação necessariamente negativa do ponto de vista meramente humano, pois resume-se às três negações evangélicas: negação da riqueza (aconselha a pobreza); negação dos afectos do coração (aconselha a castidade); negação da vontade própria (aconselha a obediência). Depois de termos caído, com Pecado Original, na escravidão do mundo, do diabo, e da carne, o único caminho que se nos abre para a verdadeira liberdade, é o traçado por Nosso Senhor: o caminho da Cruz. Mas, quando os cristãos modernistas descobrem que para entrarem na Glória do Senhor têm de passar, com Ele, pela Sua Paixão e M...
  O Concílio Vaticano II, socialmente e com carácter oficial, cometeu o mesmo pecado que comete o religioso que, deixando de viver para Cristo, começa a olhar para si próprio. De Facto, Paulo VI e João Paulo II definiram muitas vezes o Concílio como uma “tomada de consciência” que a Igreja fez de si mesma; como se até então a Igreja tivesse andado esquecida do seu próprio ser. Se bem que esta maneira de falar seja característica do psicologismo do pensamento moderno, não deixa de ter marcada correspondência com o que se passou no Concílio. Com efeito, o verdadeiro religioso deve viver esquecido de si próprio e voltado totalmente para Nosso Senhor; e a sua fé ficará em risco se começar a prestar atenção a si mesmo. Este foi, precisamente o pecado do Concílio: deixar de se orientar para Deus e volver um olhar satisfeito para a sua própria humanidade. Se é certo que a nossa humanidade foi feita à imagem e semelhança de Deus, ai de nós se o nosso coração se detiver na “imagem” e não se...
  De um modo muito esquemático pode-se dizer que o humanismo nasceu, no século XIV, duma rejeição da autoridade doutrinal e moral da Igreja. Mas, como sem autoridade nenhuma sociedade subsiste, à medida que se foi destruindo a autoridade da Igreja, foi-se tentando fundar um novo tipo de autoridade a que se pode chamar moderna. Se se atribuir a origem deste Processo a Marsílio de Pádua e a sua maturação a Maquiavel, não se andará muito longe da verdade. O primeiro inverteu a relação entre o poder político e o eclesiástico, na ordem temporal, justificando a existência de uma autoridade política livre de qualquer subordinação ao magistério da Igreja. O segundo vai levar o processo ao seu termo libertando o poder político das restrições de quaisquer princípios doutrinais ou morais. Acontece que o exercício maquiavélico do poder, necessita duma justificação que disfarce a sua brutalidade e crueza aos olhos dos mais ingénuos. E assim nasceu o sofisma democrático que mais não é que uma ...
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  “Para mortificar e manter em perfeita calma as quatro paixões naturais (prazer, ambição, temor e dor), de cuja paz e tranquilidade nascem inumeráveis bens, o remédio universal é o seguinte - o qual é fonte de mérito imenso e de grandes virtudes: A alma deve ser propensa: não ao mais fácil, mas ao mais difícil; não ao mais saboroso, mas ao mais insípido; não mais deleitoso mas ao mais desagradável; não ao que consola, mas ao que desconforta; não ao repouso, mas à fadiga; não ao mais, mas ao menos; não às coisas nobres e preciosas, mas às mais vis e desprezíveis; não a querer alguma coisa, mas a não querer nada. Não procure a alma para si o que há de melhor nas coisas, mas o que há de pior; e deseje por amor a Cristo ser pobre, nua e vazia de tudo o que existe neste mundo.” São João da Cruz, Subida , XIII, 4-5.   Eis como Santa Teresa nos apresenta a atmosfera da contemplação: “ os que caminham por esta via, não levam uma cruz mais leve, e ficaríeis cheias de espanto a...
  O feminismo é um movimento enganador que, em vez de libertar as mulheres, na verdade as submete à impessoalidade e à «escravidão» do local de trabalho capitalista. Assim, o feminismo serve apenas os interesses do capitalismo, reduzindo as mulheres a assalariadas, à semelhança do que já havia feito aos homens. A «emancipação» das mulheres foi um artifício para aumentar a força de trabalho, reduzindo assim os salários e degradando a qualidade de vida das famílias. O movimento feminista interpretou mal a situação, confundindo a «escravidão salarial» do capitalismo com independência. A mulher tornar-se independente do marido, para simplesmente se tornar dependente dum empregador. As pessoas falam com uma seriedade surpreendente sobre a desigualdade ou igualdade dos sexos, como se pudesse falar de desigualdade ou igualdade entre a chave e a fechadura. A mulher só é inferior ao homem no facto de não ser tão masculina; ela, não é inferior em mais nada. O homem é inferior à mulher na m...