Big Brother, meu amor

É característico do homem moderno ser incapaz de ligar de forma coerentes os seus pensamentos, de seguir uma linha de raciocínio lógica ou detectar incoerências entre as várias ideias que defende.

Esta incapacidade não é uma questão de falta de inteligência; é, antes, uma incapacidade existencial, espiritual e metafísica originada, em última análise, numa mundivisão profundamente falsa e incoerente que lhe foi inculcada.

 Na verdade, se os nossos pensamentos dominantes se fundamentam em falsas assumpções metafísicas – que este mundo não tem qualquer significado ou propósito; que o Homem não passa de um robot de carne destinado há extinção eterna após a morte física; que o pensamento o humano não é mais que um epifenómeno neuro químico cerebral e que, portanto, todos os conceitos que dele resultam (razão e incoerência, bem e mal, belo e feio, justo e injusto, verdadeiro e falso) não têm qualquer significado ou validade intrínsecos e podem ser alterados ad libitum pelo poder - então, forçosamente, esses pensamentos terão de ser errados desde a origem.

Estas falsas assumpções, inicialmente circunscritas às elites bem-pensantes, foram sendo disseminadas nas massas, através de doses maciças de propaganda, massas essas que, durante algum tempo, ainda se lhes mantiveram imunes por força das tradições e hábitos que inconscientemente conseguiam manter; mas estes “preconceitos” (na terminologia revolucionária) foram sistematicamente e incrementalmente, atacados e destruídos e, hoje, num mundo sem significado último, tudo deixou de ter significado.

Não é, pois, de admirar que o discurso público e as políticas públicas sejam incoerentes; que as massas acreditem, confiem e elejam mentirosos comprovados e compulsivos; que o destino dos países seja entregue a manifestos incapazes, egotistas sequiosos de poder, que não vêm para além do próximo ciclo eleitoral; que sejam arvorados em defensores e legisladores da moral pública, indivíduos confessamente amorais, e explicitamente hedonistas; que e as populações combinem um radicalismo revolucionário teórico, com uma passividade e obediência sem precedentes perante os diktats mais arbitrários do poder 

As massas dominadas, assim, por uma incoerência sistémica são incapazes de reconhecer – quanto mais combater - o mal, mesmo quando este lhes é imposto diariamente.

A psicose (viver num mundo irreal, subjectivo – virtual) e a demência (declínio das funções cognitivas e intelectuais e desorientação) são a norma – principalmente entre aqueles que estão mais próximos do poder e gozam de maior prestígio.

Em 20020 foi instalado um totalitarismo global através dum aparelho burocrático omnipresente e omnipotente, com ajuda dos meios de comunicação que ininterruptamente manipularam, mentiram, ameaçaram e torturaram psicologicamente, a população, meses a fio, sem interrupção.

E, no entanto, a maioria das pessoas, continua a adorar e confiar no Big Brother, que as oprime, nas suas várias formas: ONU, OMS, EU, Fórum Económico Mundial, os mídias, a big-pharma e a big-media, os políticos, os partidos do sistema, as ONGS pseudo radicais, os grupo de auto intituladas vítimas, os pseudo especialistas e cientistas, as celebridades activistas, e, até os mega bilionários, mais ou menos anónimos, que, na sombra, a todos compram e controlam.

E, destas instituições impessoais, vagas e abstractas, dirigidas por funcionários do sistema, as pessoas esperam a “salvação”.

Tudo que as pessoas exigem é poderem escolher um, entre os vários  lacaios do sistema: na verdade, uma escolha entre os Srs. Dupont e Dupond.

Mas, do ponto de vista moderno, porque não?

Num universo, sem direcção, propósito ou significado, qualquer pretensão de coerência não faz o menor sentido – e, hoje, é até recebida com ódio, como fascista, pelas massas.


 

 

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