Ús escamarada Machel quantos esneurónio estem nús escabeço ?


«- João, disseram-me que tu afirmaste que os homens em média são mais altos que as mulheres.

 - Sim, efectivamente...            

- Tu tens, o quê, 1,90 m?

- Sim.

- Bem, eu conheço uma mulher que é tão alta como tu. E ela consegue alcançar coisas em lugares altos com a mesma facilidade que tu!

- Estás a querer dizer que, para ti, os homens e as mulheres têm a mesma altura, no sentido estatístico a que eu me referia?

- Não. Estou a dizer que, ao assinalares diferenças entre os sexos, estás a dar a entender que as mulheres são piores do que os homens, e isso errado.

- Não acho que ser mais alto seja melhor ou moralmente superior a ser mais baixo?

- Eu estou a dizer que as mulheres podem ser tão boas quanto os homens. E, tu estás a insinuar que não podem.

- Não foi isso que eu disse. Eu disse que os homens são, em média, mais altos do que as mulheres, e que essa diferença se deve a diferenças essenciais inerentes a cada sexo.

- Bem, as condições sócio económicas, como a alimentação, habitação, etc, podem afectar a altura, sabias?

- Então achas que se alimentarmos as raparigas com mais carne, por exemplo, elas poderão ficar tão altas como os homens?

- Estou, simplesmente a dizer que, ao falares assim, fazes parecer que as mulheres são piores que os homens, pois não estás a oferecer qualquer contexto para as tuas opiniões extremistas; dizes essas coisas sem ter em conta como serão interpretadas. Estás a ser um sexista.

- Ah, acho que já estou a perceber o que queres dizer: estás com medo que, suponhamos, um merceeiro queira contratar pessoas altas para abastecer as prateleiras mais altas da sua loja, e que esse merceeiro tendo-me ouvido falar sobre o tema da diferença de altura entre os sexos, ficasse influenciado pelas minhas doutrinas sexistas e dissesse a uma mulher alta que concorresse ao emprego: «Embora você dê toda a impressão de ser alta, e esta régua diga que efectivamente, você é alta, por ser mulher, você não é alta.»

 É isso?

- Tu... és uma pessoa horrível!!!»

 Diálogos deste tipo, sobre sexismo ou, mutatis mutantis, racismo, podem prolongar-se por dias. Eles sabem que a diferença de altura entre os dois (agora temos de os contar) sexos é real e inalterável, mas, odeiam tanto que a Realidade contradiga o seu preconceito igualitário (o sagrado Princípio da Igualdade), que não suportam ouvir falar em diferenças, nem admitir que outras pessoas tenham o direito de as mencionar.

 Preferem banir e proibir qualquer referência às óbvias diferenças entre os sexos e, em vez disso, criar  programas, pagos pelo SNS para esticar as mulheres, ou, criar legislação para lhes conceder centímetros honoríficos, de modo que os empregos que exigem pessoas altas tenham tantas mulheres como homens.

Que se dane a Realidade! A Igualdade o exige!

Sobretudo, deve ser proibido falar em público sobre a Realidade. E, se alguém o fizer, terá de admitir — sob pena de cometer suicídio profissional e ser socialmente linchado— que as diferenças são causadas por «factores socioeconómicos», especialmente pelo «sexismo», pelo “racismo” ou por outras maldições semelhantes.

 E, nem sequer é necessário que exista qualquer mecanismo causal demonstrável entre o «sexismo» e a altura. Não importa: o «sexismo» é um pecado contra a deusa Igualdade e, portanto, é óbvio que é ele o responsável pelas diferenças observadas. A Realidade não pode ser a causa. Tal, é impensável!

O diálogo será igual, quase palavra por palavra, se se trocar as diferenças de altura entre os sexos pelas diferenças de inteligência e da propensão para a violência entre, por exemplo, asiáticos e negros. As diferenças são (de tão patentes) por vezes admitidas, mas a única explicação possível só pode ser o «racismo» ou qualquer outro dos inúmeros "crimes de pensamento" do catálogo politicamente correcto.

 É preciso proibir que alguém fale sobre estas diferenças seja em que situação for. Dizer, a verdade - que estas diferenças são inerentes e fazem parte da Realidade - é cometer uma blasfémia tão grave que se deve ser expulso de toda a sociedade civilizada.

 

 Noticing Differences Between Races Does Not Pay – William M. Briggs (wmbriggs.com)

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