Gnostic Fools Make Our World

Eric Voegelin, foi um dos poucos pensadores do século XX que, escapando à decadência moderna, reatou a linha do pensamento clássico/cristão iniciada por Sócrates, Platão e Aristóteles e continuada pelos Doutores da Igreja, nomeadamente Santo Agostinho e São Tomás.
Defendia serem, as três ideologias da modernidade - liberalismo, comunismo e fascismo -, formas duma heresia cristã, o gnosticismo, que, por serem contrárias à estrutura da realidade e para imporem a ilusão gnóstica em que vivem, são interinsecamente totalitárias.
Num dos seus últimos escritos diz o seguinte:
«O que nenhum fundador de religião, nenhum filósofo, nenhum conquistador de império, do passado conseguiu — criar uma comunidade humana global através dum interesse comum a todos os homens — foi agora concretizado através da comunidade dos que sofrem sob expansão mundial da loucura ocidental»
Eric Voegelin (1953) “The Origins of Totalitarianism”, The Review of Politics, Vol. 15, No. 1, pp. 68-76.
O Irão está agora a ser convidado, à bomba, como de costume, a fazer parte desta comunidade.
«A verdadeira linha divisória na crise actual não é traçada entre liberais e totalitários, mas entre transcendentalistas religiosos e filosóficos, por um lado, e os sectários imanentistas liberais e totalitários, por outro»
Eric Voegelin (1953) “The Origins of Totalitarianism”, The Review of Politics, Vol. 15, No. 1, pp. 68-76.
O combate trava-se entre o materialismo (liberalismo, comunismo, fascismo - todos criações do ocidente moderno ) e o transcendentalismo, religioso/filosófico (hoje representado pela Rússia, Irão, Afeganistão - e, em parte pela China que dá cada vez mais mostras de querer voltar à sua tradição milenar nacional - Taoismo, Confucionismo,... ).
A luta não é, portanto, do Cristianismo contra o Islão, ou vice versa, mas do transcendentalismo religioso/filosófico (de que o Catolicismo é o mais alto expoente mas que de momento, salvo raras excepções, se encontra de baixo das garras do liberalismo e alinha com as Hordas de Gog e Magog), contra o materialismo secularista, satânico, pedófilo, Epsteiniano.
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