Está na altura de admitir: A Igreja Católica sempre esteve certa no que diz respeito à contracepção

 

Dizer que a Igreja Católica está "desfasada da realidade" é, um lugar-comum, tornado ainda mais comum pela sua posição contra a contracepção.

Muitas pessoas perguntam-se porque é que a Igreja Católica, pura e simplesmente, não abandona esta sua posição, notando que até a maioria dos católicos a ignora e que a maioria do resto do mundo a considera fracturante e "desactualizada". Que raio, dizem eles, estamos no século XXI! Não vêem como isso é estúpido, gritam eles.

Mas, vejamos: a Igreja Católica é a maior e a mais antiga organização do mundo. Ela, enterrou todos os grandes impérios, desde os romanos aos soviéticos e certamente irá sobreviver ao mundo “unipolar” da democracia liberal. Está estabelecida literalmente em todo o mundo, tocando todas as áreas da actividade humana e deu-nos alguns dos maiores pensadores do mundo. Quando faz alguma coisa, normalmente tem uma boa razão para o fazer. As pessoas podem discordar, mas certamente não se trata de um bando de velhos malucos que se julgam ainda na Idade Média.

Então, do que é que se trata?

A Igreja, na sequência do que a Moral Natural diz, ensina que o amor, o casamento, o sexo e a procriação não devem ser separados.

 É só isso.

 Mas é muito importante.

 E, embora a Igreja o tenha ensinado durante 2000 anos, provavelmente nunca foi tão importante como hoje.

As injunções actuais contra a contracepção foram reafirmadas num documento de 1968 do Papa Paulo VI chamado Humanae Vitae.  Nele a Igreja alertava para quatro consequências que necessariamente resultariam do uso generalizado de contraceptivos:

A diminuição generalizada dos padrões morais.

O Aumento da infidelidade e dos filhos ilegítimos

A redução das mulheres a objectos para satisfação dos homens e em força de trabalho para as empresas.

A intromissão e  coacção governamental em questões reprodutivas.

 

Nada disto vos soa familiar?

Porque é tal e qual o que tem estado a acontecer nos últimos 60 anos.

 Ao fazer do nascimento da criança uma escolha da mãe, a revolução sexual fez do casamento e do sustento da criança uma opção do pai.

Em vez de dois pais serem responsáveis pelas crianças que concebem, uma expectativa que era mantida pelas normas sociais tradicionais e pela própria lei, agora considera-se como certo que os pais não são necessariamente responsável pelos seus filhos ou, por outras palavras, que os homens cumprem os seus deveres paternais se simplesmente pagarem a pensão de alimentos decretada pelo tribunal.

 Trata-se de um rebaixamento dramático dos padrões de "paternidade".

Mas, os malefícios da revolução sexual não se ficaram por aqui:

 O casamento da “influencer” (pobres influenciados) Kim Kardashian durou 72 dias.

Em 1960 de 5,3% dos nascimentos, nos EUA eram de mães solteiras. Em 2010, eram 40,8%. Em 1960, as famílias casadas constituíam quase três quartos dos agregados familiares, mas em 2010 representavam apenas 48%.

E, se não acham que as mulheres estão a ser reduzidas a objectos para satisfação dos desejos dos homens, bem-vindos à Internet; e se não acham que as mulheres têm menos filhos porque estão ocupadas com o trabalho, olhem para as fábricas e empresas.

 Intromissão e coacção governamental?

Basta olhar para a China ou para os EUA, onde as leis federais sobre a contracepção, inicialmente orientada às populações mais pobres, nomeadamente aos negros, por motivos eugénicos, deram início ao processo a nível mundial.

Será que tudo isto se deve exclusivamente à pílula? Provavelmente, não. Mas a ideia de que a contracepção ao alcance de todos não levou a uma mudança social dramática, ou que essa mudança foi exclusivamente para o bem, é uma noção muito mais tola do que qualquer coisa que a Igreja Católica ensina. 

O mesmo acontece com a noção de que é “obviamente estúpido” ir buscar as nossas normas morais a uma fé venerável e milenar.

 Por oposição a quê? aos políticos? à OMS? À Angelina Jolie, à Cristina Ferreira ou ao Miguel Sousa Tavares?.

O grande argumento para sustentar a contracepção (para além dos baseados no mero egoísmo individual) é o malthusiano. A população mundial, segundo os especialistas, estaria numa trajectória de crescimento "insustentável".

Mas, o Gabinete de População do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas previa, já há algumas décadas, que a taxa de crescimento da população estabilizaria por volta de 2050 – vale o que vale, vindo de quem vem (ou seja, nada), mas note-se, no entanto, que se trata da grande promotora da cantracepção e do aborto a nível mundial, que não está propriamente em sintonia com a Bíblia quanto ao "sede fecundos e multiplicai-vos".

 E hoje, são muitas as vozes que alertam para uma próxima crise populacional , não por excesso mas por escassez, por força do diminuição de drástica dos índices de fecundidade que tendo começado nos países mais desenvolvidos, estes fizeram questão de espalhar ao resto do mundo.

Paradoxalmente, a visão malthusiana quanto ao crescimento populacional, embora tenha sido causa dum enorme e desnecessário, sofrimento humano, tem sobrevivido e imposto os seus argumentos, apesar das suas previsões se terem verificado invariavelmente falsas e de se ter provado repetidamente que estava completamente errada.

A China foi a primeira a caminhar para um colapso demográfico e deslocação social devido à sua política do filho único a que se seguiu o ocidente com a sua política de “tens de pensar nos estudos, na carreira e em “gozar a vida” e só depois (muito depois) nos filhos”.

O progresso humano são as pessoas. As pessoas são a maior riqueza do “planeta” em ordem à qual todas as riquezas se dirigem. Tudo o que torna a vida melhor foi descoberto e construído por pessoas. Mais pessoas, significa mais riqueza.

Resumindo, tal como a Igreja sempre defendeu é bom que as pessoas sejam fecundas e se multipliquem.

A posição da Igreja em relação ao controlo da natalidade, provou ser profética.

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