Depois de duas guerras mundiais o Concílio Vaticano II não podia deixar de falar na paz entre os povos. Oferecerá o Papa, Vigário do Príncipe da Paz, como instrumento de Deus para estabelecer no mundo a paz de Cristo? Esta sempre foi a função que o Romano Pontífice cumpriu na cristandade tradicional. Mas não,  esquecendo que a única autoridade capaz de promover eficazmente a paz internacional é o Papa, o concílio advoga a constituição de uma autoridade política mundial com poder sobre as nações para impedir as guerras:

“devemos procurar com todas as nossas forças preparar uma época em que, por acordo das nações,  possa ser absolutamente proibida qualquer guerra. Isto requer o estabelecimento de uma autoridade pública universalmente reconhecida por todos, com poder eficaz para garantir a segurança, o cumprimento da justiça e o respeito dos direitos” (n.82).

Ora bem, por necessidade teológica, a única autoridade com poder eficaz para impedir as guerras, que não seja a do Vigário de Cristo, só pode ser a do Anticristo.

Estimado leitor, não estamos a fazer nenhum tipo de ficção-apocalíptica!

 Se não for o Príncipe da Paz a estabelecer a ordem e a justiça entre os povos por intermédio dos poderes que comunicou ao Seu Vigário na Terra, será o príncipe das trevas a fazê-lo por meio dos poderes que conferir ao seu primogénito, o Anticristo.

São estas as forças que estão em jogo e não é possível ser doutra forma.

Que reino quer, afinal, instaurar com todas as suas forças, o Concílio Vaticano II, ?!


Padre Álvaro Calderon, Prometeu, A Religião do Homem, Ensaio Sobre a Hermenêutica do Concílio Vaticano II

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