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  O INÍCIO DA CONFUSÃO Lendo, sobre o Concílio Vaticano II, “Uma História Nunca Escrita”, de Roberto de Mattei, chamaram-me a atenção duas séries de fenómenos que se repetiram ao longo de todo o Concílio, ao ponto de marcarem para sempre a sua fisionomia no quadro da história das ideias no século 20. Por um lado, aparece o contraste entre a malícia e a destreza política da minoria progressista, cujo activismo incansável venceu todas as resistências e impôs à assembleia praticamente tudo o que desejava; e, por outro, a ingenuidade patética dos conservadores, que chegaram ali despreocupados, sem ter ideia de que os modernistas se estavam fazendo de mortos para assaltar o coveiro.   Na verdade, a maioria do episcopado acreditava piamente que o modernismo teológico condenado no Syllabus de Pio IX em 1864 estava morto e enterrado. O Concílio mostrou que ele estava vivo, reaparecendo, com força avassaladora e reduzindo os oponentes ao estado de estupor paralisante, de indignaç...
  Façamos uma última observação. O diálogo propugnado  pelo Concílio Vaticano II  é um diálogo subjectivista optimista, isto é, um diálogo que crê progredir continuamente pela superação da mera e simples contradição, não ao modo escolástico, mas ao modo hegeliano. De maneira que, o que se obtem, é um diálogo sem adversários que une sempre e nunca traz divisão. Esse aspecto tão essencial do pensamento conciliar, sendo o arcabouço do novo conceito de “Comunhão dos Santos” (que, para o Concílio, é de todos os homens) e o fundamento da sua esperança, parece-nos talvez o mais perverso de todos, porque acredita ter encontrado a “Comunhão” na complementaridade dos contraditórios. Mas, sendo assim, estaríamos buscando o crescimento da verdade pelo acréscimo da falsidade e o aumento do bem pela contribuição do mal. Numa afirmação de Gaudium et Spes , que consideramos a mais desastrosa feita pelo Concílio, ao mencionar-se “a ajuda que a Igreja recebe do mundo moderno”, lemos o ...
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                                      O “ 25 de Abril (segundo Vasco Pulido Valente)   O “25 de Abril” foi feito porque o exército, digo bem, o exército, (a Força Aérea e a Marinha não passaram de pequenos comparsas) não queria continuara a guerra. Os “capitães” (patente genérica) que se pronunciaram contra a ditadura não tinham um plano, ou sequer uma ideia, para o país. Normalmente pouco educados, se pensavam no assunto, era para partilhar os lugares-comuns “socializantes” da oposição urbana e estudantil. Por si só, o famoso “Programa do MFA”, incoerente e sumário, revela bem o vácuo para que se empurraram os portugueses, tanto aqui como em África. Como a seguir se constatou, ninguém mediu com seriedade, ou sensatez, as prováveis consequências do “Programa”. A irresponsabilidade típica entre militares, reinava. Pior ainda: como não se podia decentemente pôr um capitão ou major à fre...
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  Nos últimos dias, surgiram notícias sobre a aprovação, no Véneto, de uma lei regional que regulamenta o suicídio assistido. O Véneto é a quarta região a aprovar tal legislação, mas a primeira governada por uma administração de centro-direita. Este facto reveste-se, portanto, de um significado político e cultural que se estende muito além das fronteiras regionais: demonstra como o princípio da autodeterminação absoluta penetrou agora em coligações que, pelo menos nominalmente, deveriam estar empenhadas na defesa da vida, da família e da ordem natural. O suicídio assistido consiste na busca deliberada da morte por parte de alguém que, acreditando não ter mais razões para viver, pede às instituições públicas que o ajudem a pôr fim à sua própria existência. A questão, portanto, não diz respeito a uma decisão puramente privada. No momento em que a lei intervém, o suicídio deixa de ser considerado uma tragédia a ser evitada e torna-se uma possibilidade reconhecida e institucionalment...
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  A intrínseca contradição do humanismo leva-o a disfarçar-se com a mentira da democracia. Tanto a contradição como a mentira são flagrantes, no entanto mantêm-se por um equilíbrio de tenções que não deixa de ter algo de misterioso. O humanismo quer liberdade e para isso sacudiu o jugo da autoridade. Conseguiu-o totalmente, no que diz respeito à autoridade eclesiástica, com a Reforma protestante; e em relação à autoridade política com a revolução francesa. Porém, sem a autoridade de um Bom Pastor as ovelhas são devoradas pelos lobos ou seja, para as elas, com o humanismo, rapidamente se acaba   a liberdade .   A Contradição é, pois, evidente: não pode haver liberdade para todos sem uma autoridade que proteja o bem comum. Mas, como o humanismo, deixando de servir a Deus, passa a servir Mamom/o dinheiro, a liberdade que promove só pode ser a dos lobos, ou seja, dos mais ricos e poderosos. E, para disfarçar este facto, inventou a democracia. Torna-se assim, evident...
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  Depois de duas guerras mundiais o Concílio Vaticano II não podia deixar de falar na paz entre os povos. Iria o Concílio oferecer o Papa, Vigário do Príncipe da Paz, como instrumento de Deus para estabelecer no mundo a paz de Cristo? Esta sempre foi a função que o Romano Pontífice cumpriu na cristandade tradicional. Mas não,   esquecendo que a única autoridade capaz de promover eficazmente a paz internacional é o Papa, o concílio advogou a constituição de uma autoridade política mundial  para impedir as guerras  com poder sobre as nações: “devemos procurar com todas as nossas forças preparar uma época em que, por acordo das nações,   possa ser absolutamente proibida qualquer guerra. Isto requer o estabelecimento de uma autoridade pública universalmente reconhecida por todos, com poder eficaz para garantir a segurança, o cumprimento da justiça e o respeito dos direitos” (n.82). Ora bem, por necessidade teológica, a única autoridade com poder eficaz para impe...
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  Angelica e Tancredi passavam naquele momento diante dele, a mão direita enluvada dele apertando a cintura dela, de braços estendidos e compenetrados, os olhos de cada um fixos nos do outro. O negro do fraque dele e o rosa do vestido dela, misturados, formavam uma estranha joia. Eles ofereciam o espectáculo mais patético de todos, o de dois jovens apaixonados dançando um com o outro, cegos aos recíprocos defeitos, surdos aos avisos do destino, com a ilusão de que todo o caminho da vida será liso como o soalho do salão, actores ignaros a quem o encenador dá a representar o papel de Romeu e Julieta omitindo a cripta e o veneno, já previstos no guião. Nem um nem outro eram bons, cada um calculista e inchado de objectivos secretos; mas ambos eram queridos e comoventes enquanto as suas nada límpidas mas ingénuas ambições eram apagadas pelas palavras de jocosa ternura que ele lhe murmurava ao ouvido, pelo perfume dos cabelos dela, pelo recíproco abraço daqueles corpos destinados a morre...
  Com a sua reviravolta antropocêntrica, o humanismo do século XIV, deixando de procurar o Reino de Deus, pôs-se inevitavelmente ao serviço do “outro senhor”, Mamon - o Dinheiro: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque aborrecerá a um para agradar ao outro; entregar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao Dinheiro” (Lc 16, 13). Os reis cristãos deixaram de obedecer a Deus na pessoa do Seu Vicário na Terra, ignorando os seus conselhos, em particular o de manter os judeus, mais as suas praticas usurárias, contidos nos seus guetos, e foram caindo de baixo da tirania de Satanás, que de pronto recuperou a direcção da economia através do seu braço secular, a Sinagoga. Padre Álvaro Calderon, Prometeu, A Religião do Homem, Ensaio Sobre a Hermenêutica do Concílio Vaticano II
  Parece-nos que aqui tocamos no ponto nevrálgico deste nosso problema: todo o pacote doutrinal do Concílio Vaticano II, não é senão uma grande mentira em ordem a justificar e promover a "libertação", dos poderes político e económico, do poder eclesiástico e das inerentes peias morais. A doutrina adoptada pelo Concílio não é mais que uma ideologia maquiavélica ao serviço dos poderes ocultos que dominam o mundo moderno. (Está explicado porque vemos, hoje, a hierarquia da Igreja a defender, com tanto afinco, as agendas das elites liberais/globalistas/epseinianas: a agenda climática, a ideologia LGBT e a imigração em massa,...). Padre Álvaro Calderon, Prometeu, A Religião do Homem, Ensaio Sobre a Hermenêutica do Concílio Vaticano II
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  Se desta actitude de Angelica se quisesse deduzir que ela amava Tancredi, enganávamo-nos; ela possuía demasia do orgulho e demasiada ambição para ser capaz dessa anulaçãi provisória da personalidade, sem a qual não há amor; contudo, embora não o amando, estava apaixonada por ele, o que é bastante diferente.   Il Gattopardo, Giuseppe Tomasi di Lampedusa
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    Reparou, no entanto, que boa parte do fascínio de Dom Fabrizio provinha das suas boas maneiras e percebeu até que ponto um homem bem-educado é agradável, porque no fundo é apenas alguém que elimina as manifestações sempre desagradáveis de grande parte da condição humana exercendo, assim, uma espécie de lucrativo altruísmo (fórmula em que a eficácia do adjectivo lhe fez tolerar a inutilidade do substantivo). Lentamente, Dom Calogero ia compreendendo que uma refeição em comum não tem necessariamente de ser um furacão de ruídos de mastigação e de nódoas de gordura; que uma conversa pode muito bem não parecer uma briga de cães; que dar precedência a uma mulher é sinal de força e não, como julgava ele, de fraqueza; que de um interlocutor se pode obter mais se lhe dissermos “não me expliquei bem”   em vez de “não percebeste a ponta dum corno”; e que usando expedientes destes, mulheres, argumentos e interluctores, os ganham com toda a vantagem, quem souber tratá-los bem. ...
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  Acordou aos primeiros alvores da madrugada; imerso no suor e no fedor, não pudera deixar de comparar esta nojenta viagem à sua própria vida que se desenrolara primeiro por planícies risonhas, depois escalara íngremes montanhas, passara através de gargantas ameaçadoras, para vir desembocar em intermináveis ondulações de uma única cor, vazias como o desespero. Estas fantasias da madrugada eram o que de pior podia acontecer a um homem de meia-idade; e, embora Dom Fabrizio soubesse que estavam destinadas a desvanecer-se com a actividade do dia, sofria agudamente com elas porque agora já as tinha experimentado suficientemente para saber que deixavam no fundo da alma um sedimento de mágoa   que, ao acumular-se dia a dia, acabaria por ser a verdadeira causa da sua morte. Il Gattopardo, Giuseppe Tomasi di Lampedusa
  Das   palavras e do exemplo de Jesus Cristo não surge nenhum optimismo histórico, bem pelo contrário: “ Quando vier o Filho do Homem, ainda haverá Fé sobre a Terra?” (Lc 18, 8); “Será tão terrível a tribulação , como não houve nenhuma semelhante desde o princípio do mundo nem haverá jamais. E se esses dias não fossem encurtados   em atenção aos eleitos, ninguém se salvaria” (Mat24, 21).   Porque haveria a Igreja de esperar, no tempo histórico, algo melhor do que teve Cristo, que acabou os seus dias cruxificado?! Porém mesmo que esteja à espera de ser cruxificada pelo Anticristo, não o espera com pessimismo, porque esse será o momento de devolver ao seu Redentor o sinal mais puro doa amor, que é dar a vida pelo seu amigo. Ela sabe que neste aparente fracasso da carne há um verdadeiro triunfo do espírito e que enquanto conserve a disposição para o martírio, as portas do inferno (isto é, as potências correptoras do maligno) nunca triunfarão: “ No mundo tereis grande...
  Os passarinhos têm a lei natural gravada no seu coração e se os deixarmos em liberdade eles construirão ninhos para os seus filhos, como é próprio da sua natureza. Ora o Concílio Vaticano II entendeu que a lei natural também está impressa de forma semelhante no coração do homem e como, devido ao seu optimismo humanista, o Concílio esqueceu que o coração do homem está ferido pelo pecado original, pensou que basta deixá-lo em liberdade para que ele desate a construir em paz a sua casita e a fazer o bem. O único problema com esta crença é que é completamente errada. O homem é o único animal social que não nasce com instintos e que deve ser educado. Deve, justamente, receber a sua formação moral através dos ensinamentos da sabedoria, em conformidade com a prudência e demais virtudes. E a sabedoria não é um património pessoal de cada um, mas o bem mais universal e imutável dos bens criados. Não convém, pois, falar, como faz o concílio, em “formação da consciência”, como se cada ...
  Dissemos que o Concílio Vaticano II substituiu o Cristianismo (a Religião de Cristo) pelo humanismo (a religião do homem). O humanismo nasce no Renascimento e consiste na defesa de valores meramente humanos, os quais haviam sido, em certa medida, sacrificados pela alta espiritualidade do século XIII, idade de ouro da Cristandade. Com efeito a altíssima perfeição cristã (a Santidade), tem uma conotação necessariamente negativa do ponto de vista meramente humano, pois resume-se às três negações evangélicas: negação da riqueza (aconselha a pobreza); negação dos afectos do coração (aconselha a castidade); negação da vontade própria (aconselha a obediência). Depois de termos caído, com Pecado Original, na escravidão do mundo, do diabo, e da carne, o único caminho que se nos abre para a verdadeira liberdade, é o traçado por Nosso Senhor: o caminho da Cruz. Mas, quando os cristãos modernistas descobrem que para entrarem na Glória do Senhor têm de passar, com Ele, pela Sua Paixão e M...
  O Concílio Vaticano II, socialmente e com carácter oficial, cometeu o mesmo pecado que comete o religioso que, deixando de viver para Cristo, começa a olhar para si próprio. De Facto, Paulo VI e João Paulo II definiram muitas vezes o Concílio como uma “tomada de consciência” que a Igreja fez de si mesma; como se até então a Igreja tivesse andado esquecida do seu próprio ser. Se bem que esta maneira de falar seja característica do psicologismo do pensamento moderno, não deixa de ter marcada correspondência com o que se passou no Concílio. Com efeito, o verdadeiro religioso deve viver esquecido de si próprio e voltado totalmente para Nosso Senhor; e a sua fé ficará em risco se começar a prestar atenção a si mesmo. Este foi, precisamente o pecado do Concílio: deixar de se orientar para Deus e volver um olhar satisfeito para a sua própria humanidade. Se é certo que a nossa humanidade foi feita à imagem e semelhança de Deus, ai de nós se o nosso coração se detiver na “imagem” e não se...
  De um modo muito esquemático pode-se dizer que o humanismo nasceu, no século XIV, duma rejeição da autoridade doutrinal e moral da Igreja. Mas, como sem autoridade nenhuma sociedade subsiste, à medida que se foi destruindo a autoridade da Igreja, foi-se tentando fundar um novo tipo de autoridade a que se pode chamar moderna. Se se atribuir a origem deste Processo a Marsílio de Pádua e a sua maturação a Maquiavel, não se andará muito longe da verdade. O primeiro inverteu a relação entre o poder político e o eclesiástico, na ordem temporal, justificando a existência de uma autoridade política livre de qualquer subordinação ao magistério da Igreja. O segundo vai levar o processo ao seu termo libertando o poder político das restrições de quaisquer princípios doutrinais ou morais. Acontece que o exercício maquiavélico do poder, necessita duma justificação que disfarce a sua brutalidade e crueza aos olhos dos mais ingénuos. E assim nasceu o sofisma democrático que mais não é que uma ...
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  “Para mortificar e manter em perfeita calma as quatro paixões naturais (prazer, ambição, temor e dor), de cuja paz e tranquilidade nascem inumeráveis bens, o remédio universal é o seguinte - o qual é fonte de mérito imenso e de grandes virtudes: A alma deve ser propensa: não ao mais fácil, mas ao mais difícil; não ao mais saboroso, mas ao mais insípido; não mais deleitoso mas ao mais desagradável; não ao que consola, mas ao que desconforta; não ao repouso, mas à fadiga; não ao mais, mas ao menos; não às coisas nobres e preciosas, mas às mais vis e desprezíveis; não a querer alguma coisa, mas a não querer nada. Não procure a alma para si o que há de melhor nas coisas, mas o que há de pior; e deseje por amor a Cristo ser pobre, nua e vazia de tudo o que existe neste mundo.” São João da Cruz, Subida , XIII, 4-5.   Eis como Santa Teresa nos apresenta a atmosfera da contemplação: “ os que caminham por esta via, não levam uma cruz mais leve, e ficaríeis cheias de espanto a...
  O feminismo é um movimento enganador que, em vez de libertar as mulheres, na verdade as submete à impessoalidade e à «escravidão» do local de trabalho capitalista. Assim, o feminismo serve apenas os interesses do capitalismo, reduzindo as mulheres a assalariadas, à semelhança do que já havia feito aos homens. A «emancipação» das mulheres foi um artifício para aumentar a força de trabalho, reduzindo assim os salários e degradando a qualidade de vida das famílias. O movimento feminista interpretou mal a situação, confundindo a «escravidão salarial» do capitalismo com independência. A mulher tornar-se independente do marido, para simplesmente se tornar dependente dum empregador. As pessoas falam com uma seriedade surpreendente sobre a desigualdade ou igualdade dos sexos, como se pudesse falar de desigualdade ou igualdade entre a chave e a fechadura. A mulher só é inferior ao homem no facto de não ser tão masculina; ela, não é inferior em mais nada. O homem é inferior à mulher na m...
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                                                     Consequências mais que previsíveis Como não cabe ao analista político dizer às pessoas o que devem ou não fazer nas suas vidas privadas, nunca escrevi uma linha a favor ou contra as práticas homossexuais ou qualquer outra conduta erótica existente ou por inventar. Escrevi, sim, contra o movimento gay como fórmula ideológica e projecto de poder. Isso bastou para que fosse rotulado de “homofóbico”. Hoje, a lista de atitudes humanas puníveis como “homofóbicas” é bem variada e pode levar qualquer um à cadeia por delito de opinião. Ela abrange: 1) Citações da Bíblia ou de livros sagrados de qualquer religião que façam objeções morais ao homossexualismo. 2) Opiniões médicas, psiquiátricas e psicoterapêuticas que ponham em dúvida, de maneira mais ou menos explícita, a sanidade da conduta homossexual....